Caros sócios, divulgamos a nota abaixo, a pedido da diretoria.

Nota da SBHE sobre o documento “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil"

A Sociedade Brasileira de História da Educação vem a público para somar-se às vozes das outras entidades científicas nacionais, no sentido de recusar os “conselhos” do Banco Mundial em relação à cobrança pelo ensino oferecido pelas Instituições Públicas de Ensino Superior. Para além do descabimento da ingerência nos assuntos do país de uma entidade pretensamente “mundial”, fica evidente a tendenciosidade e o desconhecimento do Banco Mundial em relação à realidade educacional no Brasil. Não custa repetirmos os bordões, pois, talvez, algum dia estas agências ligadas à gestão do capitalismo, entendam que, por um lado, educação pública, gratuita e de qualidade é um direito da cidadania e, por outro, educação não é despesa, mas sim investimento. Sendo assim, do ângulo que percebemos o problema, não existe espaço para a perda direitos, só aceitamos discutir a sua ampliação. Não existe espaço para o desmonte de serviços públicos reconhecidos como de qualidade e essenciais para o desenvolvimento do país e para a redução da desigualdade.      

Diretoria da SBHE